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terça-feira, dezembro 04, 2007

na falta de palavras...

Como ando escrevendo pouco, muito pouco, resolvi adicionar um paliativo: aí do lado vocês podem achar coisas que ando escutando no last.fm

façam bom proveito

sexta-feira, abril 27, 2007

música?

Me meti a fazer música ultimamente. A sensação é de que fiz as pazes com alguma coisa dentro de mim, que estava dormida. Tento muitas coisas: escrevo, tiro fotos, faço faculdade de cinema. Mas sempre achei que, das artes, a que se comunica mais diretamente com os sentimentos é a música. Ela é abstrata, outra linguagem, tanto para dentro como para fora, seja para ouvir ou fazer, se expressar. E agora ouço as musiquinhas que ando fazendo e pareço conversar comigo mesmo. Pensamentos concretos dialogando com sentimentos abstratos, ouço meu pensamento, vertido em música. É estranho. É estranho e bom.



quinta-feira, abril 05, 2007

Andrew Bird - Armchairs

Andrew Bird - Armchairs (para ouvir)

I dreamed you were a cosmonaut
of the space between our chairs
and I was a cartographer
of the tangles in your hair

I sighed a song that silence brings
it's the one that everybody knows
oh everybody knows
the song that silence sings
and this was how it goes

these looms that weave apocryphal
they're hanging from a strand
these dark and empty rooms were full
of incandescent hands

an akward pause
a fatal flaw
time it's a crooked bow
oh time's a crooked bow

in time you need to learn to love
the ebb just like the flow

grab hold of your bootstraps
and pull like hell,
'til gravity feels sorry for you,
and lets you go

as if you lack the proper chemicals to know
the way it felt the last time you let yourself
fall this low
time
oh time
it's a crooked bow
time's a crooked bow

fifty-five and three-eighths years later
at the bottom of this gigantic crater
an armchair calls to you
yeah this armchair calls to you
and it says that
some day
we'll get back at them all
with epoxy and a pair of pliers
as ancient sea slugs begin to crawl
through the ragweed and barbed wire

you didn't write you didn't call
it didn't cross your mind at all
and through the waves
the waves of a.m. squall
you couldn't feel a thing at all
your fifty-five and three-eighths tall
fifty-five and three-eighths tall

time

segunda-feira, abril 02, 2007

As pedras de toque da canção

No blog Tocatudo, do site nomínimo, Paulo Roberto Pires citou um livro de José Lino Grünewald, onde ele fez uma antologia de versos, e não de poesias completas. Chamou esses versos, que julga felizes na construição de uma imagem ou da própria poesia, de "pedras de toque".

No blog, Paulo Roberto começou uma brincadeira, citando algumas "pedras de toque" da música. Gostei da brincadeira e escolhi algumas coisas. Acho que esta brincadeira continuará em posts futuros.

"I'll try to keep myself open up to you
That's a promise that I made to love
When it was new
"Just like Jericho" I said
"Let these walls come tumbling down" "
(Joni Mitchell - Jericho)

"A tua presença
Se espalha no campo derrubando as cercas"
(Caetano Veloso - A tua presença)

"Pra quem você tem olhos azuis
E com as manhãs remoça
E à noite, pra quem
Você é uma luz
Debaixo da porta?"
(Chico Buarque - Você, Você)

"Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos"
(Caetano Veloso - Oração ao tempo)

"Deja el recuerdo caer
como un fruto por su peso."
(Jorge Drexler - Zamba de Olvido)

"A voz mais rouca,
e os beijos,
cometas percorrendo o céu da boca..."
(João Bosco e Aldir Blanc - Latin lover)

quarta-feira, março 07, 2007

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Baden Powell - Serenata do Adeus

Baden Powell - Serenata do Adeus

O violão pode ser um instrumento extremamente delicado e lírico, como é possível comprovar em qualquer música composta ou tocada por Baden Powell. Esta música me diz muito, mais do que qualquer palavra possível.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Guinga - Choro pro Zé

Guinga - Choro pro Zé (para ouvir)

Guinga foi uma grande revelação para mim. Um universo sonoro totalmente novo para mim. Nele há influências dos grandes compositores de canção norte-americanos e também dos brasileiros (Cole Porter e Chico Buarque, juntos). Há influência de choro e jazz, de todos os tipos de música brasileira, tudo isso misturado numa obra totalmente original, singular. Fez algumas parcerias importantes, como com o letrista Paulo César Pinheiro, e depois a sua maior parceria, com Aldir Blanc. Provavelmente nas últimas décadas ninguém compõe como ele. Há relatos de alguns grandes, que escancaram seu amor pela música de Guinga - muitos deles o consideram um gênio (talvez um pequeno gênio, já que ele é discreto). Hermeto Pascoal, Ed Motta, Chico Buarque, Toots Thielemans, Paco de Lucia, Michel Legrand, Sérgio Mendes, todos já fizeram declarações enaltecendo o talento de Guinga.

http://www.guinga.com.br

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Tom Waits - Alice

Tom Waits - Alice (para ouvir)

Alguma coisa na voz de Tom Waits me diz que ele sofreu bastante. Sua voz é estranha, áspera, rouca. A instrumentação é ainda mais estranha que sua voz - ele tem uma noção musical bem diferente do comum, do que é mais corrente. Mas, estranhamente (sou obrigado a ser repetitivo), algumas músicas dele são extremamente bonitas. Talvez seja a capacidade de dar valor ao que é belo, para quem, talvez, tenha visto muitas coisas feias. Há relatos de soldados, que ao responderem como descreveriam a guerra, disseram que ela é sublime. Há maravilhamento na resposta, na visão, e esse maravilhamento vem do que é gigantesco, do que é tão absurdo, tão aquém ao homem, que só pode ser muito humano. Talvez seja esse o motor de Tom Waits.

quinta-feira, novembro 16, 2006

Jolie Holland - Springtime Can Kill You

Jolie Holland é do Texas, é branca, mas às vezes canta com tanta negritude quanto Billie Holiday. Ás vezes usa todo seu sotaque para o country, fazendo juz a sua origem e criação texana. Em suas músicas há uma mistura de blues, country, folk e aquele jazz cantado, de bar sujo. Sua voz realmente lembra Billie Holiday, mas ela tem seu próprio estilo (eu diria que ela é bem melhor que a supervalorizada Madeleine Peiroux). Já havia mostrado promessa em seu primeiro álbum - Catalpa. Depois em Escondida, seu segundo, atingiu uma maturidade incrível e apresentou músicos doídas, mas solares - um ar diurno. Já o terceiro álbum, lançado este ano, é mais noturno, sombrio, e incrivelmente belo. Essa menina vai longe.

quarta-feira, novembro 15, 2006

As capas da Blue Note

A Blue Note foi fundada em 1939 por dois alemães - Francis Wolff e Alfred Lion. Ficou claro logo de início que eles tinham uma abordagem diferente como gravadora: estavam mais interessados na própria música do que no mercado. Isso ficou mais claro ainda quando começaram a apoiar os movimentos mais avançados de jazz, como o bebop, depois o hard-bop e depois o avant-garde. Tinham bom ouvido e investiam em músicos inovadores, preocupados em divulgar uma música cada vez mais sofisticada. Essa sofisticação se deu também no trabalho gráfico das capas de seus discos. Em 1956 contrataram Reid Miles para cuidar das capas, e o que aconteceu foi o estabelecimento de um paradigma gráfico que se tornou a cara do selo Blue Note. Utilizando fotografias de Francis Wolff (que era um grande fotógrafo e que fotografa seus músicos), uma paleta de cores bem restrita em cada capa e uma noção diferente de topografia, Reid Miles fez escola e criou uma identidade para o selo, fazendo uma perfeita ponte entre o som dentro dos discos com sua representação gráfica na capa. Mostra como a simplicidade pode ser altamente sofisticada. E, curiosamente, Reid Miles não gostava de jazz, e sim de música clássica. Depois de ganhar os discos em que tinha trabalhado ele os trocava por discos de música erudita. Interessante notar que foi o distanciamento da música que o fez vê-la tão bem e saber expressá-la graficamente. Vejam vários exemplos:







terça-feira, novembro 14, 2006

Wayne Shorter - Night Dreamer

Wayne Shorter - Night Dreamer (para ouvir)

Achei o vinil numa das barraquinhas da Praça Benedito Calixto. Chamou-me atenção a
linda capa, como geralmente o são as capas do sele Blue Note e os nomes envolvidos: o álbum é Night Dreamer de Wayne Shorter, com Elvin Jones na bateria, McCoy Tyner no piano, Lee Morgan no trompete e Reggie Workman no baixo. Comprei o disco por 10 reais e voltei feliz para casa. Coloquei na vitrola e ainda não estava preparado para as emoções e percepções que o disco iria causar. A princípio foram as sensações cruas, depois uma tentativa de racionalização. O álbum tem uma estrutura básica, nas composições, todas de Wayne Shorter. Primeiro ele apresenta o tema, construído e calmo, até a entrada do primeiro solista, que desestabiliza todo o tema e leva a música além, para o campo da improvisação, que, diga-se de passagem, estava inspirada nestas sessões. Logo na primeira música tive contato com outra coisa, não sabia o que era. Depois percebi: estava diante de um tempo outro. Há muito de matemática na música, o tempo dividido em mínimas, semínimas, breves, semibreves, etc, ou seja, o tempo dividido em instantes, uma marcação constante, como o ponteiro dos relógios, um mínimo comum para que todos os músicos tenham chão para suas viagens. Mas, pouco a pouco, a música perde esse chão, sem nunca perder sua unidade. Geralmente, nos grupos de jazz, quem tem a função de manter essa marcação é a bateria, dona do tempo. E Elvin Jones, aos poucos, vai escapando dessa função, e sua bateria torna-se uma abstração, mais do que isso, torna-se a essência, escapando da abstração que é pensar o tempo como instantes. O tempo concreto é a duração, o tempo não dividido, o tempo-tempo. O mais incrível é que é possível senti-lo. Não é necessário uma bateria dizendo pss-pss-pss-pss para marcar o compasso. Estando todos no mesmo espírito, na mesma vibração, o tempo os carrega juntos, sem ser necessário se mostrar. É apenas sentido.


segunda-feira, novembro 13, 2006

Pat Metheny - Midwestern Nights Dream

Pat Metheny - Midwestern Nights Dream

O clima é de serenidade. O cheiro e a nitidez do ar logo após a chuva. A música “fala” de uma noite que nunca vi, uma noite distante. Fala de um sonho que não se explica, que se sente. Há quase uma ausência de melodia, é puro clima. Música que pede um filme só para ela. A guitarra introduz o sonho, depois vem o baixo que desenha uma quase-melodia, a bateria marca um outro ritmo, que não se impõe, cambiante como tecido de sonhos. Talvez não o sonho, mas sua lembrança, tentando se repetir e repetir como um mantra, as palavras(ininteligíveis) sendo repetidas até não mais serem palavras, serem apenas som, levando a mente a se desligar de significados – o puro significante. Tudo isso até que o baixo se liberta da repetição e leva o desenho da quase-melodia para frases mais construídas. A guitarra se cala diante da nova construção, a bateria abusa dos pratos que espalham brilho pelo espaço sonoro. Aí o baixo novamente encontra outro mantra. É como explicaram a iluminação, o nirvana – “antes da iluminação as montanhas são montanhas e os lagos são lagos. Durante a iluminação as montanhas deixam de ser montanhas e os lagos deixam de ser lagos. Depois da iluminação as montanhas voltam a ser montanhas e os lagos voltam a ser lagos”. A música termina em fade, poderia continuar para sempre.

quarta-feira, novembro 01, 2006

Joni Mitchell parte II

Dando continuidade ao post anterior.

Court and Spark saiu em 1974. Talvez o disco mais equilibrado entre todas as influências - pop, folk e jazz. Novamente cheio de letras fantásticas que contam histórias, traçam perfis de personagens e o tema do amor, tão recorrente em sua obra.
O disco abre com Court and Spark, que dá nome ao disco. Joni está no piano (ela alterna entre piano e violão). A música vai ganhando em intensidade, conforme o relato do homem que ela encontrou por acaso vai entrando em sua vida e ganhando força. E a música acaba tristemente, quando Joni diz que não podia deixar Los Angeles apenas por ele:


"All the guilty people" he said/ They've all seen the stain/ On their daily bread/ On their christian names/ I cleared myself/ I sacrificed my blues/ And you could complete me/ I'd complete you/ His eyes were the color of the sand/ And the sea
And the more he talked to me/ The more he reached me/ But I couldn't let go of L.A./ City of the fallen angels"
Help Me, uma música que fala do momento em que alguém se percebe apaixonado, mas ambos não estão dispostos a abandonar a liberdade:

"Help me/ I think I'm falling/ In love with you/ Are you going to let me go there by myself/ That's such a lonely thing to do/ Both of us flirting around/ Flirting and flirting/ Hurting too/ We love our lovin'/ But not like we love our freedom"

People´s Parties, onde Joni Mitchell fala de personagens que perambulam por festas, onde há troca de idéias, de vidas, onde as pessoas se conhecem, se aproximam e se distanciam. Fala também do modo como gostaria de encarar a vida, o seu desejo de rir de tudo, para que as coisas sejam mais leves:

"I feel like I'm sleeping/ Can you wake me/ You seem to have a broader sensibility/ I'm just living on nerves and feelings/ With a weak and a lazy mind/ And coming to peoples parties/ Fumbling deaf dumb and blind/ I wish I had more sense ot humor/ Keeping the sadness at bay/ Throwing the lightness on these things/ Laughing it all away/ Laughing it alI away/ Laughing it all away"

The Hissing of Summer Lawns, de 1975, é um disco diferente de todos os anteriores, menos acessível, mas não menos belo. Edith and Kingpin fala de um relacionamento entre uma garota e um criminoso:

"Edith in his bed/ A plane in the rain is humming/ The wires in the walls are humming/ Some song some mysterious song/ Bars in her head/ Beating frantic and snowblind/ Romantic and snowblind/ She says his crime belongs/ Edith and the Kingpin/ Each with charm to sway
Are staring eye to eye/ They dare not look away/ You know they dare not look away"
Shades of Scarlett Conquering, que fala da relação muito forte de uma garota com o cinema, de como ela traz tudo isso para sua vida, para seu imaginário:

"Out of the fire like Catholic saints/ Comes Scarlett and her deep complaint/ Mimicking tenderness she sees/ In sentimental movies/ A celluloid rider comes to town/ Cinematic lovers sway/ Plantations and sweeping ballroom gowns/ Take her breath away"
No ano seguinte ela lança Hejira, o primeiro disco da sua fase mais voltada para o jazz. Primeiro disco com Jaco Pastorius no baixo, que segundo Joni Mitchell fez sua visão musical mudar. Amelia é quase uma conversa, ou uma carta:

"A ghost of aviation/ She was swallowed by the sky/ Or by the sea like me she had a dream to fly/ Like Icarus ascending/ On beautiful foolish arms/ Amelia it was just a false alarm/ Maybe I've never really loved/ I guess that is the truth/ I've spent my whole life in clouds at icy altitude/ And looking down on everything/ I crashed into his arms/ Amelia it was just a false alarm"
A Strange Boy fala de um rapaz que segundo o eu lírico da música não amadureceu, que nem os anos turbulentos (60 e 70) não o fizeram crescer:

"He keeps referring back to school days/ And clinging to his child/ Fidgeting and bullied/ His crazy wisdom holding onto something wild/ He asked me to be patient/ Well I failed/ "Grow up!" I cried/ And as the smoke was clearing he said/ "Give me one good reason why""
Blue Motel Room, música em tom bastante confessional, como uma carta endereçada a alguém que ficou em Los Angeles, enquanto ela, Joni, viaja pelo país, trabalhando:

"I've got road maps/ From two dozen states/ I've got coast to coast just to contemplate/ Will you still love me/ When I get back to town/ It's funny how these old feelings hang around/ You think they're gone/ No, no/ They just go underground/ Will you still love me/ When I get back to L.A. town"
continua no próximo post.

terça-feira, outubro 31, 2006

Joni Mitchell


Gosto muito de pensar nos caminhos musicais que me levaram a alguns de meus músicos preferidos. Quando tinha 14 anos comecei a tocar baixo, influenciado por amigos que já tocavam alguns instrumentos. E logo um amigo, também baixista, me apresentou Jaco Pastorius, um dos grandes baixistas que já viveram. Gostei imediatamente do Pastorius. Comecei a ir atrás de sua discografia, e descobri que ele tocava com uma mulher, que aparentemente nem cantava jazz. Era folk. Acho que na época eu nem sabia o que era folk. Primeiramente ouvi os álbuns que o Pastorius participou (que é conhecido com a fase jazz dela): Hejira, Don Juan´s Reckless Daughter, Mingus e álbum ao vivo Shadows and Light. Fiquei maravilhado com as músicas, a princípio. Não era jazz, não era como outras músicas folk (que depois descobri o que eram). Era outra coisa, era algo único, era Joni Mitchell. Depois de ficar maravilhado com a música, que é o impacto mais imediato, obviamente, fiquei extasiado com as letras – eram tão vivas, tristes, alegres, engraçadas, lindas. Elas contavam histórias, traçavam perfis, falavam da vida pessoal de Joni e da vida de outros, mas com uma sinceridade absurda. Fui atrás dos discos mais antigos, a fase folk. Novamente me deparei com várias, várias pérolas. Como acho que os milhares de adjetivos não vão elucidar nada do que falo (apenas servem como tentativa de compartilhar meus sentimentos), vou colar trechos de letras de diversos álbuns.

Os álbuns que mais gosto, em ordem cronológica, com alguns trechos de música:

Ladies of the Canyon´(1970):

minha música preferida deste disco é Rainy Night House, um retrato de um rapaz rico que deixa tudo que tem para descobrir quem é:

"It was a rainy night/ We took a taxi to your mother's home/ She went to Florida and left you/ With your father's gun alone
Upon her small white bed/ I fell into a dream/ You sat up all the night and watched me/ To see who in the world I might be"

Outra música desse álbum que gosto muito, música que fala do tempo e de sua inevitabilidade - The circle game:

"Yesterday a child came out to wonder/ Caught a dragonfly inside a jar/ Fearful when the sky was full of thunder/ And tearful at the falling of a star/ Then the child moved ten times round the seasons/ Skated over ten clear frozen streams/ Words like when you're older must appease him/ And promises of someday make his dreams/ And the seasons they go round and round/ And the painted ponies go up and down/ We're captive on the carousel of time/ We can't return we can only look/ Behind from where we came/ And go round and round and round/ In the circle game"
O disco que segue é Blue, de 1971. Um álbum triste, visceral, num tom confessional que impressiona pelo nível de exposição de Joni Mitchell. Um trecho de All I want, música que abre o disco:

"I am on a lonely road and I am traveling/ Looking for the key to set me free/ Oh the jealousy, the greed is the unraveling
It's the unraveling/ And it undoes all the joy that could be/ I want to have fun, I want to shine like the sun/ I want to be the one that you want to see/ I want to knit you a sweater/ Want to write you a love letter/ I want to make you feel better/ I want to make you feel free/ I want to make you feel free"


Trecho de Blue, música que dá nome ao álbum:

"Blue songs are like tattoos/ You know I've been to sea before/ Crown and anchor me/ Or let me sail away/ Hey blue, here is a song for you/ Ink on a pin/ Underneath the skin/ An empty space to fill in/ Well there're so many sinking now/ You've got to keep thinking/ You can make it thru these waves/ Acid, booze, and ass/ Needles, guns, and grass/Lots of laughs lots of laughs"

E um último trecho, da música A Case of You, que é um belo exemplo das músicas de amor de Joni Mitchell - ela sempre sente que vai se perder no outro, e acaba se perdendo, mas nunca desiste:

"Just before our love got lost you said/ "I am as constant as a northern star"/ And I said "Constantly in the darkness/ Where's that at?/ If you want me I'll be in the bar"/ On the back of a cartoon coaster/ In the blue TV screen light/ I drew a map of Canada/ Oh Canada/ With your face sketched on it twice/ Oh you're in my blood like holy wine/ You taste so bitter and so sweet/ Oh I could drink a case of you darling/ Still I'd be on my feet/ oh I would still be on my feet"
No próximo post continuo com mais trechos e pequenos comentários.