Conto de natal
Muitos imaginam poder voar e deixam janelas para abraçar o chão.
"De tudo haveria de ficar para nós um sentimento longínquo de coisa esquecida na terra - como um lápis numa península". Manoel de Barros em Livro sobre Nada
Muitos imaginam poder voar e deixam janelas para abraçar o chão.
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Guilherme
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21:09
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assunto: microconto
Impossível não ver em cada texto um recado. Nem imaginar que os gestos carregam tanto mais do que o ar movido em seu breve movimento. Há símbolos demais no mundo. Uma árvore, se vista na rua, é uma árvore. Se vista numa fotografia, ao laod de uma criança, é a vida, suas raízes, o passado e o futuro. Anoto um trecho qualquer em meu caderno. Posso apenas ter gostado do som daquelas palavras postas umas atrás das outras. Mas se divido isso com alguém, pode ser o sinal da minha felicidade ou tristeza, do meu desespero escondido que se mostra como a ponta de um iceberg. Os próprios icebergs se tornaram outras coisas que não apenas um imenso bloco de gelo (que até pouco tempo atrás era eterno). E esse texto aqui não é signo de nenhuma outra coisa, apenas uma constatação de que o mundo está cada vez mais pesado, cada coisa está se multiplicando em mil outras.
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Guilherme
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20:09
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assunto: pensamentos
Fotos tiradas numa looooonga madrugada do Aeroporto Internacional de Cuiabá
http://s183.photobucket.com/albums/x70/guilecf/Aeroporto%20de%20Cuiaba/
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Guilherme
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21:11
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assunto: fotografia
Lay your head where my heart used to be
Hold the earth above me
Lay down in the green grass
Remember when you loved me
Come closer don't be shy
Stand beneath a rainy sky
The moon is over the rise
Think of me as a train goes by
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Guilherme
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11:01
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Olha só, fizeram a contagem de quantos Deus e o diabo mataram, segundo a Bíblia:
http://pedrodoria.com.br/2007/08/24/quem-matou-mais-deus-ou-sata/
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Guilherme
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17:55
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assunto: pensamentos
A diferença de aprender e desaprender é, neste caso, questão de linearidade - aprender tem uma conotação de ir para frente. Desaprender seria dar alguns passos para atrás, refazer algo.
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Guilherme
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22:31
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assunto: pensamentos
desaprendendo o guilherme que roubou tudo aquilo atrás do nome
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Guilherme
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00:19
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assunto: pensamentos
Vender a Parati e comprar uma moto, vento no rosto. A intenção primeira, comprar este carro por ser carro de família, não existe mais. Não existe mais bebê, mulher, ele mesmo como era até pouco tempo. Novos tempos exigem vento. E assim que subir na moto, escolher a esmo uma estrada, mochila nas costas, rumo incerto, rumo preciso de incertezas. E não avisar ninguém, que já não há mais importâncias. As pessoas que importam deixaram de o fazer. Pensa que seria romântico demais, sonhador demais, mas o que o pragmatismo fez por ele, até agora? O que as noites perdidas em trabalhos cansativos fizeram por ele? O que a poupança guardou? Os carnês das Casas Bahia? O consórcio do carro usado? Sabe apenas que quer o contrário. E vento.
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Guilherme
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16:41
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assunto: literatura
Primeiro, passar do alto apartamento a uma casa, térrea (caminho inverso, será?). Depois se livrar dos abajures estranhos, comprados em tardes tediosas das quais nem mais se recorda, e substituí-los por plantas (menos luz produzida, mais luz necessitada). E agraciá-las com sua atenção, com o mesmo afinco com que lia a coluna social, buscando seu nome, notícias pequenas, que alimentavam algo que agora não tem mais fome. Depois, ouvindo música junto às plantas, num quintal pequeno, com o espaço de um balanço e uma casa de cachorro, repensar tudo aquilo que ensinou a seu filho, que já está chegando a idade de avaliar todo esse ensinamento e se voltar contra ele. E assim que aprender a língua das plantas, tentar as flores, muito mais delicadas e efêmeras, com seus caprichos e humores. E depois das flores, um cachorro, aquele que proibiu a seu filho. E só depois, depois de todo esse reaprendizado, desbrutalização, voltar-se para si, com novos espelhos.
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Guilherme
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23:47
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assunto: literatura
Uma pequena seleção de fotos do final de semana em Mongaguá.
http://s183.photobucket.com/albums/x70/guilecf/Mongagua/
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Guilherme
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16:39
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assunto: fotografia
Que fazer quando se está cansado disto tudo? Arrumar as malas, ir embora no primeiro ônibus que deixar a cidade?
("a cidade não mora mais em mim")
Reinventar-se dum jeito que ninguém mais te reconhecerá, e sentir-se sozinho ou reinventar-se num modo de potencializar o eu?
Mas o cansaço atinge até o pensar.
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Guilherme
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19:59
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assunto: pensamentos
o tema da semana é saúde, mas minha reflexão (na verdade uma questão) apenas tangencia o assunto:
Alguém já viu ou ouviu falar de alguma mulher que sofreu infarto?
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Guilherme
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14:23
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assunto: pensamentos
Não acredito em nenhum deus que não crê em surpresas...
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Guilherme
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22:45
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assunto: pensamentos
http://www.comartejr.com.br/originais/texto.php?id=55
Conto Quase Susto. Vote e comente, para ajudá-lo a ser publicado numa revista.
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Guilherme
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12:37
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assunto: literatura
meu teclado, com algum problema, não tem ponto de interrogação. é como se eu não pudesse fazer perguntas, sem ter certeza nenhuma...
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Guilherme
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10:47
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assunto: pensamentos
De que calada maneira
Você chega assim sorrindo
Como se fosse a primavera
Eu morrendo
Eu morrendo
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Guilherme
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18:57
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