quinta-feira, março 22, 2007

Minha cama, minha ilha

Chegaria com mãos silentes,

dedo em riste cortando a boca em duas,

cortando a voz,

a raiz da voz.


Voraz seria a palavra em desespero,

a espera inútil de mudanças de luz

quando o sol já se curvou,

quando meus joelhos

já dobrados encostam-se ao peito.


Deitado, dedo ainda em riste,

agora cortando o ar

em fragmentos de memória,

em retratos e ruínas,

Rituais de fim.

5 comentários:

Celinho disse...

Tesao pacas...
:-)

Joana disse...

tbm achei

afonso alves disse...

nao achei o eco em mim.

Q disse...

ñ acho "tesão" a palavra, encontro algum eco, mas acho etéreo para moldar em mim talvez de maneira bem distinta à original... de todos modos forte e belo, necessidade de registrar comentário tb...

Cecília disse...

uowww...